Frases de Adam Smith em Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações
10 citações marcantes em imagens prontas para compartilhar. Publicado originalmente em 1776.
“Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas do interesse que têm pelo próprio bem. Dirigimo-nos não à sua humanidade, mas ao seu amor-próprio, e nunca lhes falamos das nossas necessidades, mas das vantagens deles.”
A frase mais famosa da história da economia, escrita por um filósofo moral que defendia a empatia como base da vida em sociedade. A Riqueza das Nações, 1776.
“Pessoas do mesmo ramo de negócios raramente se reúnem, mesmo que para diversão e entretenimento, sem que a conversa termine numa conspiração contra o público, ou em algum estratagema para elevar os preços.”
Adam Smith, o pai do capitalismo, dizendo que empresários são conspiradores naturais contra o público. A Riqueza das Nações, 1776.
“A proposta de qualquer nova lei ou regulamentação de comércio que venha desta classe de pessoas deve ser sempre ouvida com a maior precaução, e nunca deve ser adotada antes de ter sido longa e cuidadosamente examinada com a atenção mais desconfiada.”
Adam Smith sobre lobby: propostas legislativas vindas de empresários devem ser tratadas com desconfiança institucional. A Riqueza das Nações.
“O governo civil, na medida em que é instituído para a segurança da propriedade, é na realidade instituído para a defesa dos ricos contra os pobres, ou daqueles que têm alguma propriedade contra os que não têm nenhuma.”
Adam Smith sobre a função prática do Estado: proteger a propriedade de quem tem contra quem não tem. A Riqueza das Nações, 1776.
“Tudo para nós e nada para os outros parece ter sido, em todas as eras do mundo, a máxima vil dos donos da humanidade.”
Adam Smith chamando os poderosos de 'donos da humanidade' em 1776. Citado tanto por Chomsky quanto por libertários que admiram a honestidade de Smith.
“Assim que toda a terra de um país se torna propriedade privada, os senhores de terra, como todos os outros homens, adoram colher onde nunca semearam, e exigem uma renda até pelo produto natural da terra.”
Adam Smith sobre renda fundiária: quem lucra sem trabalhar, só por possuir o título de propriedade. A Riqueza das Nações, 1776.
“O homem que passa toda a vida executando algumas operações simples, cujos efeitos são talvez sempre os mesmos, ou quase os mesmos, não tem ocasião de exercitar a sua inteligência ou de exercer a sua capacidade inventiva. Perde naturalmente, portanto, o hábito de tal exercício, e torna-se geralmente tão estúpido e ignorante quanto é possível a uma criatura humana tornar-se.”
Adam Smith reconhecendo que a divisão do trabalho que aumenta a produtividade destrói o ser humano que a executa. A Riqueza das Nações.
“Não é de todo descabido que os ricos contribuam para a despesa pública, não apenas na proporção da sua renda, mas algo mais do que nessa proporção.”
Adam Smith defendendo impostos progressivos em 1776. O pai do livre mercado achava que os ricos deviam pagar mais do que proporcionalmente.
“Ao dirigir essa indústria de forma que seu produto tenha o maior valor possível, ele visa apenas o seu próprio ganho, e nisto, como em muitos outros casos, é conduzido por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte da sua intenção.”
A 'mão invisível' aparece uma única vez nas cerca de mil páginas d'A Riqueza das Nações. Uma metáfora casual que virou o conceito central de uma escola inteira.
“Nenhuma sociedade pode ser florescente e feliz quando a grande maioria dos seus membros é pobre e miserável.”
Adam Smith sobre o que riqueza nacional realmente significa: não é PIB, não é balança comercial — é a condição de vida da maioria.